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Parte 14



Alice entra no escritório feliz, as coisas com a faculdade estava indo muito bem e com o namoro também, John estava mais amável do que nunca, ela tinha duvidas sobre o que sente por ele, mas estava bem, apesar de seu novo trabalho, que o deixava fora do ar quase todos os finais de semana, já se viam a semana inteira mesmo, isso por algum motivo não a incomodava.
Focada em suas novas tarefas nem mesmo percebe o e-mail que recebeu a pouco, começa a abril um a um e ler, a maioria sem importância, porem quando abre o ultimo sente seu rosto se clarear.

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Bom dia, tudo bem?

Minha filha não parou de falar de você, até á ela você encantou?

O que tem que encanta as pessoas? Alguma mágica?
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Alice sem saber o que falar lê o e-mail repetidamente. Ele é encantador sabia o que falar e quando falar, porque aquilo estava acontecendo com ela. Esperou até não aguentar mais e quando enfim se empenhou em responder começou a digitar, mas antes mesmo de terminar recebeu outro e-mail.

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Adoraria almoçar com você hoje.

Podemos?
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Alice sem saber o que responder, mas com uma vontade imensa de cometer esse erro pensa e responde.       


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Onde?

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Espero-te no mesmo lugar.
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OK
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Alice sente seu coração batendo descompassado e até pensa em desistir, quando um novo e-mail chega a sua caixa de entrada.


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Ansioso.
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Porque ser tão amável? Ele era perfeito! Perfeito não, ele é casado e esta me cortejando, isso tem que parar. Assim que o relógio soou avisando que às 12 horas havia chegado, Alice levanta-se de sua cadeira apressada disposta a acabar com tudo aquilo. Mas o carro estava lá, aquela beldade a sua espera.
Sentou-se no banco e ficou paralisada, não sabia o que fazer, nem mesmo o encarava, como dizer não a ele? Como? Se nem ao menos eu conseguia pronunciar alguma palavras. Seu corpo tremia e sua mente viajava além da imaginação, o carro estava quente mesmo com o ar condicionado ligado, a pele de ambos fervia, esperando algo a mais, quando ela se deu conta estava próxima de mais para fugir de seus lábios.
Marcos estava perto de mais, ele a enfeitiçará? Sentia seu hálito fresco, como chegou até ali? Não sabia, mas sabia o suficiente para permanecer assim. Seus olhos foram se fechando lentamente e a boca de ambos estava a se tocar, de repente um gosto nunca sentido antes, eu conheço essa boca, e ela já me pertenceu em algum outro momento, braços envolvidos, corpos quase entregues, a boca revelava o que as palavras estão distorcendo.
Eu não posso, diz Alice a si mesmo.
Mas eu quero, rebate seu coração.
Quando conseguiram enfim se distanciar, mesmo que pouco, se olharam ainda com o gosto do beijo. Alice vermelha sentia sua pele queimar, sem ao menos se mexer, deixando ele a mover para onde queria, ouviu de longe sua voz dizendo.

-Me perdoe, foi mais forte do que eu, eu não queria.

Aquelas palavras lhe trouxeram a realidade, o que estava fazendo? Isso não estava certo. Sem ao menos olhar se o carro estava parado ela abre a porta e se distancia, quase correndo daquela loucura. Entra na primeira porta que encontra, era um restaurante simples, senta-se e começou a chorar.

-O que esta acontecendo comigo? Porque ele me seduz assim, tão fácil? Parece que já o conheço a tanto tempo, de onde vem essa sensação?

Uma senhora se aproxima e pergunta se esta tudo bem.

-Sim! Responde Alice enxugando as lagrimas.

A senhora sentou a sua frente, pega suas mãos e diz:

-Tudo tem sua razão minha filha, nada acontece se não precisa acontecer, não impeça o destino ao qual você pediu, ele será breve, mas sem igual.

Antes mesmo de Alice dizer qualquer coisa, a senhora se afastou lentamente, as perguntas fervilhavam em sua mente. Como assim? Ela sente um mal estar e lembra-se que não havia comido nada.

Pede um lanche mesmo sem vontade e começa a degusta, porem aquelas palavras não saem de sua mente e a todo tempo a levam para mais longe.

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