Parte 14
Alice entra no escritório feliz, as coisas com a faculdade
estava indo muito bem e com o namoro também, John estava mais amável do que
nunca, ela tinha duvidas sobre o que sente por ele, mas estava bem, apesar de
seu novo trabalho, que o deixava fora do ar quase todos os finais de semana, já
se viam a semana inteira mesmo, isso por algum motivo não a incomodava.
Focada em suas novas tarefas nem mesmo percebe o e-mail que
recebeu a pouco, começa a abril um a um e ler, a maioria sem importância, porem
quando abre o ultimo sente seu rosto se clarear.
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Enviado por: marcos.spector@credc.com
Para: alice.angara@credc.com
Bom dia, tudo bem?
Minha filha não parou de falar de você, até á ela você encantou?
O que tem que encanta as pessoas? Alguma mágica?
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Alice sem saber o que falar lê o e-mail repetidamente. Ele é
encantador sabia o que falar e quando falar, porque aquilo estava acontecendo
com ela. Esperou até não aguentar mais e quando enfim se empenhou em responder começou
a digitar, mas antes mesmo de terminar recebeu outro e-mail.
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Enviado por: marcos.spector@credc.com
Para: alice.angara@credc.com
Adoraria almoçar com você hoje.
Podemos?
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Alice sem saber o que
responder, mas com uma vontade imensa de cometer esse erro pensa e responde.
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Enviado por: alice.angara@credc.com
Para: marcos.spector@credc.com
Onde?
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Enviado por: marcos.spector@credc.com
Para: alice.angara@credc.com
Espero-te no mesmo lugar.
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Enviado por: alice.angara@credc.com
Para: marcos.spector@credc.com
OK
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Alice sente seu coração
batendo descompassado e até pensa em desistir, quando um novo e-mail chega a
sua caixa de entrada.
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Enviado por: marcos.spector@credc.com
Para: alice.angara@credc.com
Ansioso.
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Porque ser tão amável? Ele
era perfeito! Perfeito não, ele é casado
e esta me cortejando, isso tem que parar. Assim que o relógio soou avisando
que às 12 horas havia chegado, Alice levanta-se de sua cadeira apressada
disposta a acabar com tudo aquilo. Mas o carro estava lá, aquela beldade a sua
espera.
Sentou-se no banco e ficou
paralisada, não sabia o que fazer, nem mesmo o encarava, como dizer não a ele? Como? Se nem ao menos eu conseguia pronunciar
alguma palavras. Seu corpo tremia e sua mente viajava além da imaginação, o
carro estava quente mesmo com o ar condicionado ligado, a pele de ambos fervia,
esperando algo a mais, quando ela se deu conta estava próxima de mais para
fugir de seus lábios.
Marcos estava perto de mais,
ele a enfeitiçará? Sentia seu hálito fresco, como chegou até ali? Não sabia,
mas sabia o suficiente para permanecer assim. Seus olhos foram se fechando
lentamente e a boca de ambos estava a se tocar, de repente um gosto nunca
sentido antes, eu conheço essa boca, e ela já me pertenceu em algum outro
momento, braços envolvidos, corpos quase entregues, a boca revelava o que as palavras
estão distorcendo.
Eu não posso, diz Alice a si
mesmo.
Mas eu quero, rebate seu
coração.
Quando conseguiram enfim se
distanciar, mesmo que pouco, se olharam ainda com o gosto do beijo. Alice
vermelha sentia sua pele queimar, sem ao menos se mexer, deixando ele a mover
para onde queria, ouviu de longe sua voz dizendo.
-Me perdoe, foi mais forte
do que eu, eu não queria.
Aquelas palavras lhe
trouxeram a realidade, o que estava
fazendo? Isso não estava certo. Sem ao menos olhar se o carro estava parado
ela abre a porta e se distancia, quase correndo daquela loucura. Entra na
primeira porta que encontra, era um restaurante simples, senta-se e começou a
chorar.
-O que esta acontecendo
comigo? Porque ele me seduz assim, tão fácil? Parece que já o conheço a tanto tempo,
de onde vem essa sensação?
Uma senhora se aproxima e
pergunta se esta tudo bem.
-Sim! Responde Alice enxugando
as lagrimas.
A senhora sentou a sua
frente, pega suas mãos e diz:
-Tudo tem sua razão minha
filha, nada acontece se não precisa acontecer, não impeça o destino ao qual
você pediu, ele será breve, mas sem igual.
Antes mesmo de Alice dizer
qualquer coisa, a senhora se afastou lentamente, as perguntas fervilhavam em
sua mente. Como assim? Ela sente um mal estar e lembra-se que não havia comido
nada.
Pede um lanche mesmo sem
vontade e começa a degusta, porem aquelas palavras não saem de sua mente e a
todo tempo a levam para mais longe.

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