Parte 11
Às 13 horas ela avistou o carro parar na esquina, sua razão
pedia para não ir, mas suas pernas caminhavam sozinhas em direção aquele
perfume que mesmo longe não saia de seu nariz.
A porta do carro se abriu e ela adentrou sem olhar para os
lados, já acomodada no assento do carro olhou para ele, não entendia como podia
lhe tirar complemente a razão daquela forma, ouviu sua voz suave novamente.
-Que prazer! Obrigada por aceitar meu convite, podemos ir?
Alice acenou com a cabeça positivamente, pois sua boca não se
abria, ela simplesmente não conseguia controlar nada em si mesmo quando estava
perto dele, aproveitou o momento, apenas desejava se embebedar daquele perfume
que estava em sua cabeça, em seus sonhos e até mesmo em seus novos pesadelos. O
que estava fazendo ali, no carro de um homem casado? Mas que homem, olhou
disfarçadamente para seu rosto, que pele. Acho que ele toma banho de creme, não
havia uma mancha se quer, e aquela boca, que lábio sexy, que boca, eles se
abrem em um sorriso quase paralisante e ela percebe que esta olhando para ele
fixamente, vermelha tenta disfarçar e logo escuta sua voz mais uma vez.
-Chegamos.
Ele desceu e ela não conseguiu se mover, a porta se abriu e
lá estava ele.
Com a mão estendida para ela, Marcos a aguardava fora do
carro, ela estendeu a sua e sentiu o corpo todo tremer, uma tontura gostosa e
logo mais sentiu seus braços ao redor de seu corpo, ele a segurava tão forte
que ela podia desfalecer ali mesmo.
-Sente-se bem?
-Sim, apenas uma tontura, deve ser porque não comi nada
ainda.
-Claro, então vamos entrar, vai adorar o cardápio deste
lugar.
Marcos deu-lhe uma piscada como se soubesse realmente tudo o
que ela estava sentindo.
Os dois entraram no salão quando Marcos pegou em sua mão e a
entrelaçou em seu braço. Alice por sua vez mal conseguia respirar, tremia dos
pés a cabeça e se deliciava com aquele cheio, agora tão perto.
Ele passou a sua frente e puxou a cadeira, Alice se sentou,
pois não conseguiria ficar nem mais um minuto em pé, o garçom apareceu lhe
entregando o cardápio e ela não conseguia tirar os olhos de Marcos.
-Quer que eu ajude na escolha? Disse Marcos com um sorriso
malicioso.
Foi quando Alice percebeu a presença do garçom simpático
estendendo o cardápio, seu rosto corou logo quando estendeu as mãos pegando o
papel e abrindo para tentar ler.
-Obrigada, eu escolho!
Alice sentia-se boba, estranha, como se ele a dominasse e ao
perceber isso logo se colocou a frente, escolheu o prato e olhou para ele
novamente.
-Há tempos desejava estar aqui com você. Disse Marcos após
pedir sua refeição.
-Esse restaurante me parece muito bom. Respondeu Alice tentando
mudar de assunto.
Marcos era um homem muito galanteador, apesar de reservado
estava sempre cercado por diversas mulheres estava acostumado a entender
exatamente o que elas diziam e naquele momento sabia que Alice não queria falar
sobre os dois.
-Um ótimo pedido o seu, também adoro!
Apesar de aparentar ser galanteador Alice notou que seu
olhar era vago, sem muita alegria, mas com um brilho notável quando a via.
O almoço foi maravilho, ao retornarem Alice sentou em sua
mesa de trabalho pensativa, havia tantos homens, porque justo com ele sentia-se
daquela forma? Era difícil explicar, mas sabia que não poderia esperar nada
dele, afinal, era casado.










